segunda-feira, 26 de novembro de 2012
DOIS IRMAOS- MILTON HATOUM
No início do século XX, Manaus, a capital da borracha, recebeu estrangeiros como o jovem Halim, aprendiz de mascate, e Zana, uma menina que chegou sob a asa do pai, o viúvo Galib, dono de um restaurante perto do porto. Halim e Zana vão gerar três filhos: Rânia, que não vai casar nunca, e os gêmeos Yaqub e Omar, permanentemente em conflito. O casarão que habitam é servido por Domingas, a empregada índia, e mais tarde também pelo filho de pai desconhecido que ela terá. Esse menino — o filho da empregada — será o narrador. Trinta anos depois dos acontecimentos, ele conta os dramas que testemunhou calado. Dois irmãos é a história de como se faz e se desfaz a casa de Halim e Zana.
Apaixonado pela mulher, depois do nascimento dos filhos Halim se condena à nostalgia dos tempos em que não era pai, em que não precisava disputar o amor de Zana, em que os dois tinham todo o tempo do mundo para deitar na rede do alpendre e se entregar aos prazeres sensuais. Pelo que nos conta o narrador, Halim estará sempre à espera da decisão mais acertada diante dos abismos familiares: a desmedida dedicação de Zana a Omar, seu filho preferido; o trauma de Yaqub, o filho que, adolescente, foi separado da família supostamente para amenizar os conflitos com Omar; a relação amorosa entre os gêmeos e a irmã, Rânia.
De Domingas, com quem compartilhava o quartinho nos fundos do quintal, o narrador nos diz que esta é uma mulher que não fez escolhas. Aparentemente, não escolheu nem mesmo o pai de seu filho. Milton Hatoum faz os dramas da casa estenderem-se à cidade e ao rio: Manaus e o Negro transformam-se em símbolos das ruínas e da passagem do tempo. E, pela voz de um narrador solitário, revive também os tempos sombrios em que as praças manauaras foram ocupadas por tanques e homens de verde. Esses tempos foram responsáveis pelo destino trágico de um grande personagem do livro: o professor Antenor Laval. Uma historia muito bonita que vale a pena ser lida...
Paraguai
A cultura do Paraguai tem diversos pontos importantes para ser
destacado, mas é preciso falar também de suas raízes, ou seja, por quem o
país foi influenciado quando começou a tomar suas bases culturais. A
tradição guarani misturada com a hispânica com certeza foram
importantíssimas para os primeiros passos da cultura que se tem hoje no
Paraguai.
O artesanato paraguaio é um dos pontos fortes do comercio local e também uma característica cultura muito importante para o país. O teatro, a literatura e o esporte também têm suas contribuições para uma cultura bastante diversificada, assim como a culinária local que acaba atraindo turistas.
O artesanato paraguaio é um dos pontos fortes do comercio local e também uma característica cultura muito importante para o país. O teatro, a literatura e o esporte também têm suas contribuições para uma cultura bastante diversificada, assim como a culinária local que acaba atraindo turistas.
Os Dois Irmãos - Oswaldo França Junio
O romance os dois irmãos escrito pelo mineiro Oswaldo França
Junio, narra a historia de dois personagens sem nomes, um era tratado de “homem”
e o outro “irmão”, a historia começa com um fato triste, mas que é ponto de
partida para todo enlace narrativo, a morte do pai, na qual vai despertar a necessidade
da preocupação de um irmão para com o outro, motivo este leva o homem ir em
busca da realidade do irmão, e ao se deparar fica impressionado, pois o irmão viria
em função de encontrar pedras de autovalor e de ouvir estórias doidas de
doidos, ao invés de trabalhar arduamente para conseguir manter o sustento de
sua família que vivia em situação difícil, e o que mais impressionava o homem era
o fato dele não o ouvir e sim aos outros. E esta realidade culmina para o
desentendimento de ambos, pois se constata a diferença de um ser humano para com
o outro, embora estejam na condição de irmão.
Literatura comparada
Literatura Comparada é ramo da Teoria Literária
que estuda, através de comparação, a literatura de dois ou mais grupos
linguísticos, culturais ou nacionais, diferentes; incidindo o seu foco
especificamente não tanto na comparação da literaturas em si, mas com maior
ênfase nas respectivas teorias da literatura. Embora seja mais praticado com
trabalhos em diferentes idiomas, os estudos de literatura comparada podem
também ser realizados em trabalhos em um mesmo idioma, de diferentes nações ou
culturas na qual a língua é falada. Também pode abranger a comparação de
diferentes tipos de artes; por exemplo, pode investigar a relação de filmes com
a literatura estudada.
Em outras palavras, a Literatura Comparada pode ser compreendida como um
campo interdisciplinar cujos “praticantes” estudam literatura transversalmente
às fronteiras nacionais, ao tempo, às línguas, aos gêneros, aos limites entre a
Literatura e as demais artes, assim como qualquer outra disciplina (literatura
e psicologia, filosofia, ciências, história, arquitetura, sociologia e
política).
A Literatura Comparada, doravante LC, é uma abordagem multidisciplinar
que consiste nos estudos comparativos das literaturas de diferentes áreas
linguísticas, mas também de diferentes mídias e tipos de arte. O comparatista
pode se interessar pelas literaturas nacionais, assim como pela música, pela
pintura e pelo cinema, por exemplo. A prática dessa disciplina exige o domínio
de muitas linguagens e conhecimentos em mais de um domínio de pesquisa. Por sua
natureza pluralista, a LC encoraja o intercâmbio entre as disciplinas e os
lugares de pesquisa.
A expressão “Literatura Comparada” surge no século XIX e usa-se da
comparação de estruturas com finalidade de extrair leis gerais da literatura.
Consagrada academicamente na França, tem sua primeira cátedra em Lyon, em 1887,
seguida por Sorbonne, 1910. Mas apenas nos primeiros decênios do século XX, ela
ganha estatura de disciplina reconhecida, tornando-se objeto de ensino regular
nas grandes universidades européias e norte-americanas e dotando-se de
bibliografia específica e publico especializados. Suas grandes representações
foram a Escola Francesa (criada nos princípios de fonte e influência), a Escola
Americana (despojada de inflexões nacionalistas, grande ecletismo, fácil
absorção de noções teóricas), Escola Soviética (compreensão da literatura como
produto da sociedade).
Em início, a LC fazia comparações e distinção implícita entre
“literaturas maiores” e “literaturas menores”, sendo as primeiras as que, por
via de uma maior força quantitativa e qualitativa, funcionariam como
verdadeiros modelos ou “fontes” para as segundas, que se limitariam assim a um
papel secundário, periférico, de integração de influências provenientes dos
modelos. Esse comparatismo configurava-se como uma relativização de uma
hierarquia (“imagologia”, o estudo das imagens culturais que um determinado
povo provoca em outra literatura nacional).
O conceito de Weltliteratur (“literatura mundial”) proposto ainda no
século XVIII por Goethe, corresponde assim a este intuito que pretende evitar
um isolacionismo literário, sublinhando ainda a continuidade relativamente ao modelo
anterior de uma “república das letras ”(República das letras é uma expressão
cunhada na Itália e que designa um espaço imaginário no qual estão todos os
textos produzidos pelo Ocidente desde a Antiguidade, isto é, desde os gregos),
no interior da qual os pressupostos nacionalistas eram relativamente pouco
atuantes. Pelo contrário, a LC desenvolver-se-á e sistematizar-se-á adentro do
que poderemos designar como um “paradigma nacionalista”, o que explica que ela
seja considerada, frequentemente, como uma disciplina pela qual os gestos e as
vontades de entendimento internacionalista encontram um canal quase exclusivo.
É ao longo, então, do século XIX que se assistirá à progressiva implantação
institucional da disciplina, quer através de cursos universitários que se
reclamam do comparatismo quer através da publicação de obras que integram já
esta designação quer ainda através da publicação de revistas em que a
“literatura comparada” surge como propósito fundador.
A LC nasceu em um âmbito em que cada nação fechava-se dentro de si mesma
e era necessário combater esse isolacionismo nacionalista. Ela ficou longo
tempo limitada aos estudos de autores em relação biográfica. Hoje, sob
influência notadamente das pesquisas norte-americanas, ela se abriu para os estudos
temáticos e ideológicos.
A Escola Americana, verbi gratia, era vernaculamente alinhada às visões
internacionalistas de Goethe e Posnett (possivelmente refletindo o desejo
pós-guerra de uma co-operação internacional), procurando por exemplos de
confianças universais do ser humano baseadas nos arquétipos literários que
apareciam por toda a literatura a todo tempo e em todo lugar.
LC pressupõe a existência e a prática de uma atitude comparativa que, no
entanto, apresenta um âmbito e um escopo muito mais amplos e ambiciosos, se bem
que metodologicamente menos consistentes.
Surgida de uma necessidade de evitar o fechamento em si das nações recém
constituídas e com uma intenção de cosmopolitismo literário, a LC deixa de
exercer essa função “internacionalista” para converter-se em uma disciplina que
põe em relação diferentes campos científicos.
A atitude comparativa foi central, por exemplo, para que a literatura e
a cultura latinas se pensassem nas suas relações e especificidades face à
literatura e cultura gregas; ou na forma como a Idade-Média integrou e
reformulou essa herança clássica, diversificando-a através das específicas
direções que viriam a constituir as várias literaturas nacionais.
Não deveremos confundir a área dos estudos de recepção com o “velho”
estudo de fontes e influências: não só porque a tônica não é já a da produção
(o autor), mas sim a da recepção (o leitor e suas diversas configurações), mas,
sobretudo porque se passa a insistir quer no caráter dinâmico da história
literária quer nas relações culturais que o literário pressupõe.
René Wellek , em 1958, no 2º Congresso da recém-criada Association
Internationale de Littérature Comparée, polemicamente intitula a sua
conferência “The crisis of comparative literature” (Wellek, 1959). A “crise” diagnosticada
e analisada por Wellek, e que ele faz radicar na fundamentação historicista e
positivista do modelo comparatista tradicional, levará a que, progressivamente,
se assista a uma clara renovação dos objetos e métodos da disciplina,
protagonizada pela crescente importância da Teoria Literária nos estudos
literários em geral e na Literatura Comparada em particular.
Conforme, Guillén (1985), “as fronteiras de uma nação não rasuram nem
conseguem esbater as passagens culturais e mais especificamente literárias que
estão na base de qualquer dita ‘literatura nacional’” .
Uma das atuações da LC é o campo da tradução. Relacionados de modo muito
forte com esta área, os estudos de tradução afirmam-se progressivamente como
zona cuja crescente impacto e fundamentação teórica tem inclusivamente levado à
sua defesa como área comparatista privilegiada.
Enfim, o campo de atuação da LC é hoje altamente diversificado: por
exemplo, comparatistas frequentemente estudam literatura chinesa, árabe e de
grandes línguas mundiais e de outras regiões, assim como o fazem com o Inglês e
as literaturas européias.
Há marcas em muitas partes do mundo de que a disciplina vem prosperando,
especialmente na Ásia, na América Latina e no Mediterrâneo. As atuais
tendências da LC também refletem a crescente importância dos estudos culturais
nos campos da literatura.
Em síntese, a LC parece poder surgir como espaço reflexivo privilegiado
para a tomada de consciência do caráter histórico, teórico e cultural do
fenômeno literário, quer insistindo em aproximações caracterizadas por
fenômenos “transtemporais” e supranacionais quer acentuando uma dimensão
especificamente cultural, visível, por exemplo, em áreas como os estudos de
tradução ou os estudos intersemióticos. Daqui decorrem três tendências centrais
para o entendimento das perspectivas atuais do comparatismo: uma tendência
multidisciplinar (e mesmo eventualmente interdisciplinar); uma tendência
interdiscursiva, visível no desenvolvimento das relações com áreas como a
história, a filosofia, a sociologia e a antropologia; finalmente, uma tendência
intersemiótica, que tenta colocar o fenômeno literário no quadro mais lato das
manifestações artísticas humanas. De todas elas ressalta um aspecto comum: o de
que a LC situa-se na área particularmente sensível da “fronteira” entre nações,
línguas, discursos, práticas artísticas, problemas e conformações culturais. E
esta colocação faz dela um campo de indagações particularmente fértil para a
colocação de problemas que, se tomados em absoluto, dificilmente poderão
encontrar uma formulação epistemológica significativa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_comparada
Juan Rulfo
1918 - 1986 (Jalisco, México)
Escritor mexicano nacido en Sayula (Jalisco) en 1918
y fallecido en Ciudad de México en 1986. Pertenecía a una familia acomodada que
perdió sus bienes durante la Revolución Mexicana. Terminados sus estudios,
ejerció diferentes trabajos, como empleos administrativos y labores de
guionista en cine y televisión, hasta que en 1962 pasó a desempeñar un cargo en
el Instituto Indigenista de México.
Su obra plantea, en forma
particularmente aguda, uno de los problemas básicos de la crítica de textos
literarios hispanoamericanos: el problema del nivel de interpretación. Entre su
escasísima producción literaria, destacan los relatos de El llano en llamas
(1953) y la novela Pedro Páramo (1955).
Lo que, en última instancia, le
preocupa a Rulfo en los relatos de El llano en llamas (1953) y en Pedro Páramo
(1955) es la exploración de algo intrínsecamente mexicano; pero también cabe
sugerir que en su obra lo mexicano funciona como una metáfora de la condición
del hombre en general.
Un importante grupo de críticos
abogan por una interpretación basada esencialmente sobre lo mexicano. En
cambio, algunos hacen hincapié inequívocamente en la angustia existencial del
hombre moderno como lo medular de la obra de Rulfo.
El propio autor, en las entrevistas y
declaraciones recogidas por Reina Roffé y en la entrevista con Sommers
publicada en La narrativa de Juan Rulfo (editado por éste), se ha mostrado
siempre muy reacio a explicar su obra. Sin embargo, conviene destacar algunos
hechos biográficos y algunas declaraciones.
Nacido en la provincia de Jalisco -
aislada, misérrima, fanática y violenta -, a finales de la Revolución Mexicana,
Rulfo pasó su infancia en medio de la
Guerra de los Cristeros. Varios de sus parientes, incluso su
padre, murieron asesinados. "Entonces viví - le dijo a Sommers - en una
zona de devastación. No sólo de devastación humana, sino devastación
geográfica. Nunca encontré ni he encontrado hasta la fecha, la lógica de todo
eso. No se puede atribuir a la Revolución. Fue más bien una cosa atávica, una
cosa de destino, una cosa ilógica".
La devastación humana y geográfica la
encontramos en el primer plano de sus dos obras: en el horroroso pueblo de
Luvina, en el cuento El llano en llamas, y en el pueblo de Comala, de Pedro
Páramo. Pero por debajo de estos cuadros desolados de esterilidad y miseria se
esconden las preguntas implícitas en las palabras arriba citadas de Rulfo. Cómo
se explica esa desolación? Es algo humano? Es un castigo divino? De ahí la otra
faceta de su obra; lo que Rulfo indica cuando se refiere a su obra como
"una transposición de los hechos de mi conciencia".
La violencia, la muerte, la
degradación humana, la culpa, el fatalismo, una sexuaIidad casi animaI, éstos
son los temas recurrentes de Rulfo. Y sirviéndose de estos recursos y de una
gran habilidad para estructurar sus cuentos en torno a ciertos motivos
cíclicos, Rulfo analiza varios aspectos, principalmente negativos, de la vida
rural mexicana.
Pero sería reducir el alcance de su
obra, y simplificarla hasta la falsedad, aceptar sin más la afirmación del
autor: "Simplemente hablo de mi gente, mis sueños y mi tierra". En
estos cuentos la vida es un caminar fatigoso, un triste pasado que eIimina eI
futuro; es un esfuerzo inútiI; es, finalmente, un andar a tientas entre las
tinieblas.
Rulfo había anunciado la aparición de
su novela La
Cordillera. Lamentablemente, luego declaró en una entrevista
durante 1976 que la había tirado a la basura.
El crítico mexicano Carlos Monsiváis
sintetiza: "En nuestra cultura nacional, Juan Rulfo ha sido un intérprete
absolutamente confiable … de la lógica íntima, los modos de ser, el sentido
idiomático, la poesía secreta y pública de los pueblos y las comunidades
campesinas, mantenidas en la marginalidad".
Obras:
·
Antología
personal (1978), os dois livros anteriores reunidos, mais dois
contos
·
El gallo
de oro y otros textos para cine (1980), roteiros de
cinema
·
Juan
Rulfo (1980), fotografias de Rulfo, textos de Fernando
Benítez, José Emilio Pacheco, e outros
·
Inframundo,
el México de Juan Rulfo (1983), reedição da obra Juan Rulfo
·
Los
cuadernos de Juan Rulfo (1994), transcrições de seus
cadernos de anotações
·
Aire de
las colinas (2000), coleção de cartas
Es
que somos muy pobres
[Cuento. Texto completo]
[Cuento. Texto completo]
Juan Rulfo
|
Aquí todo va de mal en peor. La semana pasada se murió
mi tía Jacinta, y el sábado, cuando ya la habíamos enterrado y comenzaba a
bajársenos la tristeza, comenzó a llover como nunca. A mi papá eso le dio
coraje, porque toda la cosecha de cebada estaba asoleándose en el solar. Y el
aguacero llegó de repente, en grandes olas de agua, sin darnos tiempo ni
siquiera a esconder aunque fuera un manojo; lo único que pudimos hacer, todos
los de mi casa, fue estarnos arrimados debajo del tejabán, viendo cómo el
agua fría que caía del cielo quemaba aquella cebada amarilla tan recién
cortada.
Y
apenas ayer, cuando mi hermana Tacha acababa de cumplir doce años, supimos
que la vaca que mi papá le regaló para el día de su santo se la había llevado
el río
El
río comenzó a crecer hace tres noches, a eso de la madrugada. Yo estaba muy
dormido y, sin embargo, el estruendo que traía el río al arrastrarse me hizo
despertar en seguida y pegar el brinco de la cama con mi cobija en la mano,
como si hubiera creído que se estaba derrumbando el techo de mi casa. Pero
después me volví a dormir, porque reconocí el sonido del río y porque ese
sonido se fue haciendo igual hasta traerme otra vez el sueño.
Cuando
me levanté, la mañana estaba llena de nublazones y parecía que había seguido
lloviendo sin parar. Se notaba en que el ruido del río era más fuerte y se
oía más cerca. Se olía, como se huele una quemazón, el olor a podrido del
agua revuelta.
A
la hora en que me fui a asomar, el río ya había perdido sus orillas. Iba
subiendo poco a poco por la calle real, y estaba metiéndose a toda prisa en
la casa de esa mujer que le dicen la Tambora. El chapaleo del agua se
oía al entrar por el corral y al salir en grandes chorros por la puerta. La
Tambora iba y venía caminando por lo que era ya un pedazo de río, echando
a la calle sus gallinas para que se fueran a esconder a algún lugar donde no
les llegara la corriente.
Y
por el otro lado, por donde está el recodo, el río se debía de haber llevado,
quién sabe desde cuándo, el tamarindo que estaba en el solar de mi tía
Jacinta, porque ahora ya no se ve ningún tamarindo. Era el único que había en
el pueblo, y por eso nomás la gente se da cuenta de que la creciente esta que
vemos es la más grande de todas las que ha bajado el río en muchos años.
Mi
hermana y yo volvimos a ir por la tarde a mirar aquel amontonadero de agua
que cada vez se hace más espesa y oscura y que pasa ya muy por encima de
donde debe estar el puente. Allí nos estuvimos horas y horas sin cansarnos
viendo la cosa aquella. Después nos subimos por la barranca, porque queríamos
oír bien lo que decía la gente, pues abajo, junto al río, hay un gran
ruidazal y sólo se ven las bocas de muchos que se abren y se cierran y como
que quieren decir algo; pero no se oye nada. Por eso nos subimos por la
barranca, donde también hay gente mirando el río y contando los perjuicios
que ha hecho. Allí fue donde supimos que el río se había llevado a la
Serpentina, la vaca esa que era de mi hermana Tacha porque mi papá se la
regaló para el día de su cumpleaños y que tenía una oreja blanca y otra
colorada y muy bonitos ojos.
No
acabo de saber por qué se le ocurriría a la Serpentina pasar el río
este, cuando sabía que no era el mismo río que ella conocía de a diario. La
Serpentina nunca fue tan atarantada. Lo más seguro es que ha de haber
venido dormida para dejarse matar así nomás por nomás. A mí muchas veces me
tocó despertarla cuando le abría la puerta del corral porque si no, de su
cuenta, allí se hubiera estado el día entero con los ojos cerrados, bien
quieta y suspirando, como se oye suspirar a las vacas cuando duermen.
Y
aquí ha de haber sucedido eso de que se durmió. Tal vez se le ocurrió
despertar al sentir que el agua pesada le golpeaba las costillas. Tal vez
entonces se asustó y trató de regresar; pero al volverse se encontró
entreverada y acalambrada entre aquella agua negra y dura como tierra
corrediza. Tal vez bramó pidiendo que le ayudaran. Bramó como sólo Dios sabe
cómo.
Yo
le pregunté a un señor que vio cuando la arrastraba el río si no había visto
también al becerrito que andaba con ella. Pero el hombre dijo que no sabía si
lo había visto. Sólo dijo que la vaca manchada pasó patas arriba muy cerquita
de donde él estaba y que allí dio una voltereta y luego no volvió a ver ni
los cuernos ni las patas ni ninguna señal de vaca. Por el río rodaban muchos troncos
de árboles con todo y raíces y él estaba muy ocupado en sacar leña, de modo
que no podía fijarse si eran animales o troncos los que arrastraba.
Nomás
por eso, no sabemos si el becerro está vivo, o si se fue detrás de su madre
río abajo. Si así fue, que Dios los ampare a los dos.
La
apuración que tienen en mi casa es lo que pueda suceder el día de mañana,
ahora que mi hermana Tacha se quedó sin nada. Porque mi papá con muchos
trabajos había conseguido a la Serpentina, desde que era una vaquilla,
para dársela a mi hermana, con el fin de que ella tuviera un capitalito y no
se fuera a ir de piruja como lo hicieron mis otras dos hermanas, las más
grandes.
Según
mi papá, ellas se habían echado a perder porque éramos muy pobres en mi casa
y ellas eran muy retobadas. Desde chiquillas ya eran rezongonas. Y tan luego
que crecieron les dio por andar con hombres de lo peor, que les enseñaron
cosas malas. Ellas aprendieron pronto y entendían muy bien los chiflidos,
cuando las llamaban a altas horas de la noche. Después salían hasta de día.
Iban cada rato por agua al río y a veces, cuando uno menos se lo esperaba,
allí estaban en el corral, revolcándose en el suelo, todas encueradas y cada
una con un hombre trepado encima.
Entonces
mi papá las corrió a las dos. Primero les aguantó todo lo que pudo; pero más
tarde ya no pudo aguantarlas más y les dio carrera para la calle. Ellas se
fueron para Ayutla o no sé para dónde; pero andan de pirujas.
Por
eso le entra la mortificación a mi papá, ahora por la Tacha, que no quiere
vaya a resultar como sus otras dos hermanas, al sentir que se quedó muy pobre
viendo la falta de su vaca, viendo que ya no va a tener con qué entretenerse
mientras le da por crecer y pueda casarse con un hombre bueno, que la pueda
querer para siempre. Y eso ahora va a estar difícil. Con la vaca era
distinto, pues no hubiera faltado quién se hiciera el ánimo de casarse con
ella, sólo por llevarse también aquella vaca tan bonita.
La
única esperanza que nos queda es que el becerro esté todavía vivo. Ojalá no
se le haya ocurrido pasar el río detrás de su madre. Porque si así fue, mi
hermana Tacha está tantito así de retirado de hacerse piruja. Y mamá no
quiere.
Mi
mamá no sabe por qué Dios la ha castigado tanto al darle unas hijas de ese
modo, cuando en su familia, desde su abuela para acá, nunca ha habido gente
mala. Todos fueron criados en el temor de Dios y eran muy obedientes y no le
cometían irreverencias a nadie. Todos fueron por el estilo. Quién sabe de
dónde les vendría a ese par de hijas suyas aquel mal ejemplo. Ella no se
acuerda. Le da vueltas a todos sus recuerdos y no ve claro dónde estuvo su
mal o el pecado de nacerle una hija tras otra con la misma mala costumbre. No
se acuerda. Y cada vez que piensa en ellas, llora y dice: "Que Dios las
ampare a las dos."
Pero
mi papá alega que aquello ya no tiene remedio. La peligrosa es la que queda
aquí, la Tacha, que va como palo de ocote crece y crece y que ya tiene unos
comienzos de senos que prometen ser como los de sus hermanas: puntiagudos y
altos y medio alborotados para llamar la atención.
-Sí
-dice-, le llenará los ojos a cualquiera dondequiera que la vean. Y acabará
mal; como que estoy viendo que acabará mal.
Ésa
es la mortificación de mi papá.
Y
Tacha llora al sentir que su vaca no volverá porque se la ha matado el río.
Está aquí a mi lado, con su vestido color de rosa, mirando el río desde la
barranca y sin dejar de llorar. Por su cara corren chorretes de agua sucia
como si el río se hubiera metido dentro de ella.
Yo
la abrazo tratando de consolarla, pero ella no entiende. Llora con más ganas.
De su boca sale un ruido semejante al que se arrastra por las orillas del
río, que la hace temblar y sacudirse todita, y, mientras, la creciente sigue
subiendo. El sabor a podrido que viene de allá salpica la cara mojada de
Tacha y los dos pechitos de ella se mueven de arriba abajo, sin parar, como
si de repente comenzaran a hincharse para empezar a trabajar por su
perdición.
|
http://www.ciudadseva.com/textos/cuentos/esp/rulfo/esque.htm
O Morro Dos Ventos Uivantes (Emily Bronte)
Este é um dos romances mais apaixonados que eu já li. O
ambiente sombrio e tempestuoso nos transmite um senso de mistério. Uma estória
muito intensa e cativante. É uma estória sobre amor não correspondido e
vingança. A maior parte da estória é trazida até nós pela narração em primeira
pessoa do Sr. Lockwood e depois por Nelly.
O Sr. Lockwood é o novo inquilino da Fazenda Thrush Cross, de propriedade de um Sr. Heathcliff. Por cortesia, o Sr. Lockwood vai visitar seu senhorio em Morros Uivantes. Ali ele encontra uma moça, um rapaz e Heathcliff. Ele tenta entender a ligação entre eles e termina por entendê-los de maneira errada. Isto aumenta sua curiosidade para descobrir mais sobre essa família muito estranha. Ele persuade Nelly, a governanta, a lhe contar mais sobre estas pessoas.
A estória retroage ao tempo em que Heathcliff era apenas um menino. O Sr. Earnshaw havia trazido para casa um menino que ele havia encontrado abandonado na rua; este menino é Heathcliff. O Sr. Earnshaw tem um filho, Hindley, e uma filha, Catherine, que tem a mesma idade de Heathcliff. O Sr. Earnshaw favorece Heathcliff e isto deixa Hindley muito furioso. Todos os outros membros da fazenda acham Heathcliff estranho, exceto Catherine, que o adora.
Depois que o Sr. Earnshaw morre, Hindley se volta contra Heathcliff, impedindo sua educação e tratando-o como um trabalhador braçal. Ele faz de tudo para erguer uma barreira entre Catherine e Heathcliff, pois odeia a amizade dos dois. Ele tenta fazer Catherine se dá bem com os Lintons. Os Lintons são uma família rica e respeitada que vive na Fazenda Thrush Cross. O filho dos Lintons, Edgar, começa a gostar de Catherine. Isto gera ciúmes em Heathcliff, mas ele tolera a distância entre ele e Catherine.
Um dia Edgar pede Catherine em casamento e ela aceita. Heathcliff escuta Catherine dizendo a Nelly que ela escolheu Edgar, da família dos Lintons, somente porque ela achava que Heathcliff não é um cavalheiro e que casar com ele estragaria sua reputação e status na sociedade. Heathcliff fica muito magoado, deixa os Ventos Uivantes e vai embora.
Catherine fica arrasada. Ela não pode suportar essa situação. Edgar casa com ela para lhe ajudar a suportar a dor. Ela começa uma nova vida com Edgar, mas um dia Heathcliff retorna. Ele se tornou um cavalheiro e agora é tão desejável quanto Edgar.
O conflito emocional de Catherine começa. Ela quer os dois homens na sua vida. Para conseguir isto ela termina ferindo Linton e a si mesma. Ela nunca consegue sair deste tumulto emocional. Ela dá à luz a uma filha de Edgar e morre.
Heathcliff fica arrasado com a notícia da morte de Catherine. Ele se sente como um leão ferido. Ele declara guerra a todos aqueles que lhe separaram de Catherine. Ele jura tomar vingança. Ele então tem um caso com Isabella, irmã de Edgar, e gera um filho com ela.
O resto da estória mostra como Heathcliff destrói Hindley e toma os Morros Uivantes. Ele trata Hareton, filho de Hindley, da mesma maneira que ele foi tratado anos atrás por seu pai. Ele força a filha de Catherine, Cathy, a se casar com seu filho Linton. Então ele se apodera da Fazenda Thrush Cross.
O romance termina com a morte de Heathcliff e Cathy, a jovem que Lockwood tinha encontrado antes, casa-se com Hareton, o outro rapaz.
O Sr. Lockwood é o novo inquilino da Fazenda Thrush Cross, de propriedade de um Sr. Heathcliff. Por cortesia, o Sr. Lockwood vai visitar seu senhorio em Morros Uivantes. Ali ele encontra uma moça, um rapaz e Heathcliff. Ele tenta entender a ligação entre eles e termina por entendê-los de maneira errada. Isto aumenta sua curiosidade para descobrir mais sobre essa família muito estranha. Ele persuade Nelly, a governanta, a lhe contar mais sobre estas pessoas.
A estória retroage ao tempo em que Heathcliff era apenas um menino. O Sr. Earnshaw havia trazido para casa um menino que ele havia encontrado abandonado na rua; este menino é Heathcliff. O Sr. Earnshaw tem um filho, Hindley, e uma filha, Catherine, que tem a mesma idade de Heathcliff. O Sr. Earnshaw favorece Heathcliff e isto deixa Hindley muito furioso. Todos os outros membros da fazenda acham Heathcliff estranho, exceto Catherine, que o adora.
Depois que o Sr. Earnshaw morre, Hindley se volta contra Heathcliff, impedindo sua educação e tratando-o como um trabalhador braçal. Ele faz de tudo para erguer uma barreira entre Catherine e Heathcliff, pois odeia a amizade dos dois. Ele tenta fazer Catherine se dá bem com os Lintons. Os Lintons são uma família rica e respeitada que vive na Fazenda Thrush Cross. O filho dos Lintons, Edgar, começa a gostar de Catherine. Isto gera ciúmes em Heathcliff, mas ele tolera a distância entre ele e Catherine.
Um dia Edgar pede Catherine em casamento e ela aceita. Heathcliff escuta Catherine dizendo a Nelly que ela escolheu Edgar, da família dos Lintons, somente porque ela achava que Heathcliff não é um cavalheiro e que casar com ele estragaria sua reputação e status na sociedade. Heathcliff fica muito magoado, deixa os Ventos Uivantes e vai embora.
Catherine fica arrasada. Ela não pode suportar essa situação. Edgar casa com ela para lhe ajudar a suportar a dor. Ela começa uma nova vida com Edgar, mas um dia Heathcliff retorna. Ele se tornou um cavalheiro e agora é tão desejável quanto Edgar.
O conflito emocional de Catherine começa. Ela quer os dois homens na sua vida. Para conseguir isto ela termina ferindo Linton e a si mesma. Ela nunca consegue sair deste tumulto emocional. Ela dá à luz a uma filha de Edgar e morre.
Heathcliff fica arrasado com a notícia da morte de Catherine. Ele se sente como um leão ferido. Ele declara guerra a todos aqueles que lhe separaram de Catherine. Ele jura tomar vingança. Ele então tem um caso com Isabella, irmã de Edgar, e gera um filho com ela.
O resto da estória mostra como Heathcliff destrói Hindley e toma os Morros Uivantes. Ele trata Hareton, filho de Hindley, da mesma maneira que ele foi tratado anos atrás por seu pai. Ele força a filha de Catherine, Cathy, a se casar com seu filho Linton. Então ele se apodera da Fazenda Thrush Cross.
O romance termina com a morte de Heathcliff e Cathy, a jovem que Lockwood tinha encontrado antes, casa-se com Hareton, o outro rapaz.
Assinar:
Comentários (Atom)